Eu nunca me vi sendo rotulado por uma função, ou cargo.
Não estou falando de trabalho, por enquanto. O que quero dizer é: acho incrível poder experimentar fazer diferentes coisas de diferentes formas.
Podemos simplificar isso com jogos competitivos. Eu nunca me vi como uma função específica; sempre rodei entre elas quando precisava.
Isso é um problema quando o mundo e suas grandes figuras são feitas de especialistas: Jordan, Messi, Fallen, Zuckerberg.
Entender a si mesmo é uma das grandes tarefas de aprendizado e esforço contínuo que as instituições de ensino não te mostram. Quem é você? O que você gosta realmente de fazer?
A beleza de viver está nisso, em descobrir quem você é de verdade.
Descobrir o meu papel, a minha vontade, a coisa que faz os meus olhos brilharem, foi entender que talvez eu não tenha sido feito para ser um especialista — talvez o que as pessoas chamam de generalista.
E entendo que, para pessoas que ainda estão se conhecendo, formando seus gostos, pensamentos e princípios, entender o seu papel talvez fique mais difícil ainda, já que estamos em uma era de avanço tecnológico nunca visto na história da humanidade.
E não será bonito.
Economias vão quebrar, pessoas vão ficar desabrigadas, crises e guerras estão por vir.
Acredito firmemente que devemos nos ater a Deus e às nossas famílias enquanto há tempo. Vá, experimente, descubra-se, viaje o mundo, veja as coisas com seus próprios olhos, tente um caminho diferente, ou não tente caminho nenhum, entre na piscina quando estiver frio, assista a série que você tem postergado, abrace sua avó, conte piadas com o seu avô.
Descobrir-se a si mesmo pode ser algo surpreendentemente mais fácil com cérebros de silício um milhão de vezes melhores que os nossos.
Mas também pode ser mais difícil.
Escolher o que você quer fazer durante 8h por dia, por 5 dias na semana, por 4 semanas ao mês, por 12 meses, por 40 anos, não é parte da lista de tarefas triviais que nos incumbem ao nascermos (ou pelo menos ao completar o ensino médio).
Então, apaixone-se por algo e invista nisso.
Você vai saber que está apaixonado, e que o seu coração acende, e sua mente borbulha de ideias sobre aquela atividade — e aí sim você vai encontrar algo em que vai trabalhar durante 12 horas por dia, por 7 dias na semana, por 4 semanas ao mês, por 80 anos.
E você nem vai ver o tempo passar.